Enviado por: Felpudo
Primavera de 1869.
Era uma bela tarde de sábado, o vento tinha dado uma trégua e Rita estava terminando de lavar roupas na bica, quando ouviu baterem à sua porta.
Secou as mãos no avental de pano furado e saiu respingando sabão de soda dos fundos do casebre em direção à sala.
Abriu a porta e viu um sujeito glabro, todo sujo e com um pano vermelho em volta do pescoço. Com cara de mau, apontava uma espingarda enferrujada em sua direção, o que a deixou meio confusa.
O elemento começou a falar com seu sotaque característico:
“Djô soi un jagunço paraguaio i vim acá para matar usted!”
“Para o quê???”
“ParaGUAIO!!! Inclusive, já matei su marido i su hijo!!!”
“Já o quê???”
“JaGUNÇO, señora, jagunço paraguaio!!!”